Fachada do Edifício Marquês de Herval [título atribuído], c. 1953. Autoria não identificada. Fonte: NPD/UFRJ.
Fachada do Edifício Marquês de Herval [título atribuído], c. 1953. Autoria não identificada. Fonte: NPD/UFRJ.
Solução projetual
Brises metálicos móveis para sombreamento da fachada.
Nome do projeto

Edifício Marquês de Herval

Solução projetual
Brises metálicos móveis para sombreamento da fachada.
Tipo de solução
Conforto ambiental, controle solar, controle solar, fachada
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Milton Roberto, Maurício Roberto, Marcelo Roberto
Ano
1953
Estado
Construído, descaracterização alta

Modelos 3D

  • EX-001-3D-MARQUES DO HERVAL.3dm
  • EX-001-2D-MARQUES DO HERVAL.dwg
  • EX-001-2D-MARQUES DO HERVAL.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
No edifício Marquês do Herval, a expressão de movimento das fachadas atinge o auge na produção dos Roberto" (Souza, 2010, p.15). O edifício tem a fachada definida não só pela resposta dada pelos arquitetos à problemática da incidência solar ou por privilegiar a vista para a Avenida Rio Branco de dentro das unidades, mas também pela experimentação formal que os irmãos Roberto adotam para com a pele da edificação, concebendo uma fachada com duas superfícies sobrepostas, na qual brises móveis de alumínio, projetados para além do corpo principal, criam profundidade e imprimem dinamismo ao objeto edificado.
No edifício Marquês do Herval, a expressão de movimento das fachadas atinge o auge na produção dos Roberto" (Souza, 2010, p.15). O edifício tem a fachada definida não só pela resposta dada pelos arquitetos à problemática da incidência solar ou por privilegiar a vista para a Avenida Rio Branco de dentro das unidades, mas também pela experimentação formal que os irmãos Roberto adotam para com a pele da edificação, concebendo uma fachada com duas superfícies sobrepostas, na qual brises móveis de alumínio, projetados para além do corpo principal, criam profundidade e imprimem dinamismo ao objeto edificado.
Relevância / contribuição
O edifício oferece possibilidades para a investigação sobre fachadas que respondam às necessidades de controle solar e conforto térmico, ao mesmo tempo em que se convertem em elementos de experimentação formal e de construção da identidade do projeto, aliadas à exploração de materialidades e ao emprego de tecnologias diversas.
O edifício oferece possibilidades para a investigação sobre fachadas que respondam às necessidades de controle solar e conforto térmico, ao mesmo tempo em que se convertem em elementos de experimentação formal e de construção da identidade do projeto, aliadas à exploração de materialidades e ao emprego de tecnologias diversas.
Aspectos técnicos contemporâneos
Estudos quantitativos sobre o uso de brises em fachadas indicam benefícios relevantes, embora as variáveis sejam significativas em função das condições climáticas regionais do Brasil. Em razão dessas diferenças, não é possível estabelecer um percentual absoluto de desempenho.

No Rio de Janeiro, uma pesquisa1 apontou redução de 18,08% na carga térmica, aumento superior a 30% nas horas de conforto térmico e economia de 70% (em kWh) no consumo para climatização, com retorno do investimento estimado em 11 anos. Outro estudo2, no Aeroporto Santos Dumont, mostrou que o uso de brises garantiu eficiência de bloqueio solar entre 12,87% e 39,68%, considerando uma fachada principal orientada a oeste.
Os resultados evidenciam impactos relevantes nos custos operacionais e no conforto dos usuários.
Estudos quantitativos sobre o uso de brises em fachadas indicam benefícios relevantes, embora as variáveis sejam significativas em função das condições climáticas regionais do Brasil. Em razão dessas diferenças, não é possível estabelecer um percentual absoluto de desempenho.

No Rio de Janeiro, uma pesquisa1 apontou redução de 18,08% na carga térmica, aumento superior a 30% nas horas de conforto térmico e economia de 70% (em kWh) no consumo para climatização, com retorno do investimento estimado em 11 anos. Outro estudo2, no Aeroporto Santos Dumont, mostrou que o uso de brises garantiu eficiência de bloqueio solar entre 12,87% e 39,68%, considerando uma fachada principal orientada a oeste.
Os resultados evidenciam impactos relevantes nos custos operacionais e no conforto dos usuários.

Ficha técnica

Solução projetual
Brises metálicos móveis para sombreamento da fachada.
Brises metálicos móveis para sombreamento da fachada.
Nome do projeto
Edifício Marquês de Herval
Edifício Marquês de Herval
Autoria atribuída
Milton Roberto, Maurício Roberto, Marcelo Roberto
Milton Roberto, Maurício Roberto, Marcelo Roberto
Ano
1953
1953
Local
Av. Rio Branco, 185 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Av. Rio Branco, 185 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Construtora: Climério V. de Oliveira, Fundações Estaca Franki LTDA, Elevadores Otis, Pisos: Calçamentos em Moisaicos Lisboeta LTDA, Pastilhas de vidro Reflex
Construtora: Climério V. de Oliveira, Fundações Estaca Franki LTDA, Elevadores Otis, Pisos: Calçamentos em Moisaicos Lisboeta LTDA, Pastilhas de vidro Reflex
Escolha do projeto
Solução de controle solar com uso de brises móveis nas fachadas, possibilitando ao usuário diferentes configurações de uso e posicionamento dos anteparos, de acordo com a posição do sol.
Solução de controle solar com uso de brises móveis nas fachadas, possibilitando ao usuário diferentes configurações de uso e posicionamento dos anteparos, de acordo com a posição do sol.
Relevância / contribuição
O edifício oferece possibilidades para a investigação sobre fachadas que respondam às necessidades de controle solar e conforto térmico, ao mesmo tempo em que se convertem em elementos de experimentação formal e de construção da identidade do projeto, aliadas à exploração de materialidades e ao emprego de tecnologias diversas.
O edifício oferece possibilidades para a investigação sobre fachadas que respondam às necessidades de controle solar e conforto térmico, ao mesmo tempo em que se convertem em elementos de experimentação formal e de construção da identidade do projeto, aliadas à exploração de materialidades e ao emprego de tecnologias diversas.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Elementos arquitetônicos
Brise, brise
Brise, brise
Material
Alumínio
Alumínio
Aspectos principais
No edifício Marquês do Herval, a expressão de movimento das fachadas atinge o auge na produção dos Roberto" (Souza, 2010, p.15). O edifício tem a fachada definida não só pela resposta dada pelos arquitetos à problemática da incidência solar ou por privilegiar a vista para a Avenida Rio Branco de dentro das unidades, mas também pela experimentação formal que os irmãos Roberto adotam para com a pele da edificação, concebendo uma fachada com duas superfícies sobrepostas, na qual brises móveis de alumínio, projetados para além do corpo principal, criam profundidade e imprimem dinamismo ao objeto edificado.
No edifício Marquês do Herval, a expressão de movimento das fachadas atinge o auge na produção dos Roberto" (Souza, 2010, p.15). O edifício tem a fachada definida não só pela resposta dada pelos arquitetos à problemática da incidência solar ou por privilegiar a vista para a Avenida Rio Branco de dentro das unidades, mas também pela experimentação formal que os irmãos Roberto adotam para com a pele da edificação, concebendo uma fachada com duas superfícies sobrepostas, na qual brises móveis de alumínio, projetados para além do corpo principal, criam profundidade e imprimem dinamismo ao objeto edificado.
Aspectos técnicos contemporâneos
Estudos quantitativos sobre o uso de brises em fachadas indicam benefícios relevantes, embora as variáveis sejam significativas em função das condições climáticas regionais do Brasil. Em razão dessas diferenças, não é possível estabelecer um percentual absoluto de desempenho.

No Rio de Janeiro, uma pesquisa1 apontou redução de 18,08% na carga térmica, aumento superior a 30% nas horas de conforto térmico e economia de 70% (em kWh) no consumo para climatização, com retorno do investimento estimado em 11 anos. Outro estudo2, no Aeroporto Santos Dumont, mostrou que o uso de brises garantiu eficiência de bloqueio solar entre 12,87% e 39,68%, considerando uma fachada principal orientada a oeste.
Os resultados evidenciam impactos relevantes nos custos operacionais e no conforto dos usuários.
Estudos quantitativos sobre o uso de brises em fachadas indicam benefícios relevantes, embora as variáveis sejam significativas em função das condições climáticas regionais do Brasil. Em razão dessas diferenças, não é possível estabelecer um percentual absoluto de desempenho.

No Rio de Janeiro, uma pesquisa1 apontou redução de 18,08% na carga térmica, aumento superior a 30% nas horas de conforto térmico e economia de 70% (em kWh) no consumo para climatização, com retorno do investimento estimado em 11 anos. Outro estudo2, no Aeroporto Santos Dumont, mostrou que o uso de brises garantiu eficiência de bloqueio solar entre 12,87%…
Descrição
Projetado em 1953 e inaugurado em 1956, o edifício foi concluído com seis meses de antecedência em relação ao cronograma sem nenhum custo a mais. A proposta arquitetônica destacou-se pela adoção de soluções de sombreamento passivo que, além de inovação estética, introduziram estratégias bioclimáticas avançadas para a época.

O recurso central consistia em brises móveis em alumínio, concebidos como dispositivos de brise-soleil. Instalados em todas as aberturas, apresentavam configuração de venezianas horizontais, coloridas, articuláveis e afastadas do plano das janelas, sustentadas por estrutura metálica leve. Essa solução reduzia significativamente a carga térmica interna decorrente da insolação direta, favorecendo o desempenho ambiental sem recorrer a sistemas mecânicos de climatização, pouco difundidos à época.

Do ponto de vista da linguagem arquitetônica, o movimento contínuo da fachada deriva da possibilidade de ajuste individual dos painéis, produzindo variações plásticas que integravam desempenho funcional e expressão formal. Embora os brises tenham sido removidos na década de 1970, a solução consolidou-se como marco na aplicação de dispositivos de controle solar na arquitetura moderna brasileira.

Como observa Souza (2010, p.15), “os brises móveis em alumínio, com o desenho resultante de um gráfico de visibilidade, são pura invenção. (...). A rampa de acesso helicoidal descendente comprova definitivamente a tese da continuidade entre os espaços edificados e urbanos.”
Projetado em 1953 e inaugurado em 1956, o edifício foi concluído com seis meses de antecedência em relação ao cronograma sem nenhum custo a mais. A proposta arquitetônica destacou-se pela adoção de soluções de sombreamento passivo que, além de inovação estética, introduziram estratégias bioclimáticas avançadas para a época.

O recurso central consistia em brises móveis em alumínio, concebidos como dispositivos de brise-soleil. Instalados em todas as aberturas, apresentavam configuração de venezianas horizontais, coloridas, articuláveis e afastadas do plano das janelas, sustentadas por estrutura metálica leve. Essa solução…
Estado
Construído, descaracterização alta
Construído, descaracterização alta
Uso original
Comercial
Comercial
Uso atual
Comercial
Comercial
Instituição depositária
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Contato
[email protected]
https://npd.fau.ufrj.br/index.php?cPath=100_12000
[email protected]
https://npd.fau.ufrj.br/index.php?cPath=100_12000
Créditos
NÚCLEO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO (NPD UFRJ). Arquivo MMM Roberto
NÚCLEO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO (NPD UFRJ). Arquivo MMM Roberto

Fontes e referências