Vista geral do Edifício Leônidas Moreira, sem data. Fotografia Eduardo Kneese de Mello. Fonte: Arquigrafia
- Solução projetual
- Elementos industrializados de vidro para fachada junto a varandas para dispersão de calor
- Solução projetual
- Elementos industrializados de vidro para fachada junto a varandas para dispersão de calor
- Nome do projeto
- Edifício Leonidas Moreira
- Tipo de solução
- Fachada, elementos industrializados, conforto ambiental
- Sistemas construtivos
- Concreto moldado in loco
- Autoria atribuída
- Eduardo Kneese de Mello
- Ano
- 1942
- Estado
- Construído, descaracterização alta
Nome do projeto
Edifício Leonidas Moreira
Modelos 3D
Aspectos inovadores
- Aspectos principais
- A criação de espaços entre elementos de controle solar da fachada e as esquadrias de fechamento dos escritórios, é uma operação que compõe o repertório de estratégias para dispersão de calor entre o exterior e os ambientes internos das edificações. No projeto para o Leônidas Moreira, Kneese de Mello faz uso de áreas de dispersão de calor ao projetar brises de fibrocimento na varanda das salas, junto à fachada da torre voltada para a rua. Outro ponto de interesse do projeto é o emprego de elementos pré-fabricados na elevação principal, tanto pelos brises, quanto pelos blocos de tijolo de vidro.
- A criação de espaços entre elementos de controle solar da fachada e as esquadrias de fechamento dos escritórios, é uma operação que compõe o repertório de estratégias para dispersão de calor entre o exterior e os ambientes internos das edificações. No projeto para o Leônidas Moreira, Kneese de Mello faz uso de áreas de dispersão de calor ao projetar brises de fibrocimento na varanda das salas, junto à fachada da torre voltada para a rua. Outro ponto de interesse do projeto é o emprego de elementos pré-fabricados na elevação principal, tanto pelos brises, quanto pelos blocos de tijolo de vidro.
- Relevância / contribuição
- A criação de espaços entre elementos de controle solar da fachada e as esquadrias de fechamento dos escritórios, é uma operação que compõe o repertório de estratégias para dispersão de calor entre o exterior e os ambientes internos das edificações. No projeto para o Leônidas Moreira, Kneese de Mello faz uso de áreas de dispersão de calor ao projetar brises de fibrocimento na varanda das salas, junto à fachada da torre voltada para a rua. Outro ponto de interesse do projeto é o emprego de elementos pré-fabricados na elevação principal, tanto pelos brises, quanto pelos blocos de tijolo de vidro.
- A criação de espaços entre elementos de controle solar da fachada e as esquadrias de fechamento dos escritórios, é uma operação que compõe o repertório de estratégias para dispersão de calor entre o exterior e os ambientes internos das edificações. No projeto para o Leônidas Moreira, Kneese de Mello faz uso de áreas de dispersão de calor ao projetar brises de fibrocimento na varanda das salas, junto à fachada da torre voltada para a rua. Outro ponto de interesse do projeto é o emprego de elementos pré-fabricados na elevação principal, tanto pelos brises, quanto pelos blocos de tijolo de vidro.
- Aspectos técnicos contemporâneos
-
Atualmente diferentes tecnologias possibilitarem o controle da transmissão da luz natural e da incidência da radiação solar, contribuindo para a melhoria do conforto térmico e para a redução do consumo energético das edificações além de preservar a visibilidade, os vidros Low-E*, os vidros de controle solar e as tecnologias adaptativas, como os vidros eletrocrômicos*, os perfis refletores* e os sistemas de microlamelas*, apresentam-se como soluções promissoras.
Apesar do elevado potencial de aplicação em climas quentes, esses sistemas ainda demandam estudos que avaliem seu desempenho e sua viabilidade nas diferentes condições climáticas brasileiras. ¹
Conceitos:
* Vidros Low-E: são vidros que recebem uma camada microscópica de óxidos metálicos de baixa emissividade, capaz de reduzir significativamente a troca de calor por radiação entre os ambientes interno e externo sem comprometer de forma significativa a transmissão de luz visível.
*Vidros eletrocrômicos- são vidros compostos de camada de eletrólito transparente, como, por exemplo, um polímero condutor ou condutor iônico inorgânico e outras duas camadas de poliéster transparente. As alterações óticas são graduais e ocorrem a uma taxa que depende do tamanho do dispositivo.
*Perfis refletores- são dispositivos horizontais ou inclinados instalados junto às fachadas que possuem superfície altamente refletora para: interceptar a radiação solar direta; refletir a luz natural para regiões profundas do ambiente; reduzir ofuscamento; diminuir a carga térmica sobre a fachada; aumentar a uniformidade da iluminação natural. *Sistemas de microlamelas - consistem em conjuntos de lâminas metálicas, cerâmicas, de vidro ou polímeros, geralmente de pequenas dimensões, posicionadas com espaçamentos reduzidos e geometrias cuidadosamente projetadas para controle solar. -
Atualmente diferentes tecnologias possibilitarem o controle da transmissão da luz natural e da incidência da radiação solar, contribuindo para a melhoria do conforto térmico e para a redução do consumo energético das edificações além de preservar a visibilidade, os vidros Low-E*, os vidros de controle solar e as tecnologias adaptativas, como os vidros eletrocrômicos*, os perfis refletores* e os sistemas de microlamelas*, apresentam-se como soluções promissoras.
Apesar do elevado potencial de aplicação em climas quentes, esses sistemas ainda demandam estudos que avaliem seu desempenho e sua viabilidade nas diferentes condições climáticas brasileiras. ¹
Conceitos:
* Vidros Low-E: são vidros que recebem uma camada microscópica de óxidos metálicos de baixa emissividade, capaz de reduzir significativamente a troca de calor por radiação entre os ambientes interno e externo sem comprometer de forma significativa a transmissão de luz visível.
*Vidros eletrocrômicos- são vidros compostos de camada de eletrólito transparente, como, por exemplo, um polímero condutor ou condutor iônico inorgânico e outras duas camadas de poliéster transparente. As alterações óticas são graduais e ocorrem a uma taxa que depende do tamanho do dispositivo.
*Perfis refletores- são dispositivos horizontais ou inclinados instalados junto às fachadas que possuem superfície altamente refletora para: interceptar a radiação solar direta; refletir a luz natural para regiões profundas do ambiente; reduzir ofuscamento; diminuir a carga térmica sobre a fachada; aumentar a uniformidade da iluminação natural. *Sistemas de microlamelas - consistem em conjuntos de lâminas metálicas, cerâmicas, de vidro ou polímeros, geralmente de pequenas dimensões, posicionadas com espaçamentos reduzidos e geometrias cuidadosamente projetadas para controle solar.
Galeria de imagens
Ficha técnica
Apesar do elevado potencial de aplicação em climas quentes, esses sistemas ainda demandam estudos que avaliem seu desempenho e sua viabilidade nas diferentes condições climáticas brasileiras. ¹
Conceitos:
* Vidros Low-E: são vidros que recebem uma camada microscópica de óxidos metálicos de baixa emissividade, capaz de reduzir significativamente a troca de calor por radiação entre os ambientes interno e externo sem comprometer de forma significativa a transmissão de luz visível.
*Vidros eletrocrômicos- são vidros compostos de camada de eletrólito transparente, como, por exemplo, um polímero condutor ou condutor iônico inorgânico e outras duas camadas de poliéster transparente. As alterações óticas são graduais e ocorrem a uma taxa que depende do tamanho do dispositivo.
*Perfis refletores- são dispositivos horizontais ou inclinados instalados junto às fachadas que possuem superfície altamente refletora para: interceptar a radiação solar direta; refletir a luz natural para regiões profundas do ambiente; reduzir ofuscamento; diminuir a carga térmica sobre a fachada; aumentar a uniformidade da iluminação natural. *Sistemas de microlamelas - consistem em conjuntos de lâminas metálicas, cerâmicas, de vidro ou polímeros, geralmente de pequenas dimensões, posicionadas com espaçamentos reduzidos e geometrias cuidadosamente projetadas para controle solar.
Apesar do elevado potencial de aplicação em climas quentes, esses sistemas ainda demandam estudos que avaliem seu desempenho e sua viabilidade nas diferentes condições…
"Conseguimos o máximo de iluminação, isto é: 100% de vidro nas paredes externas, com a anexação de um pequeno terraço a cada sala, para o qual abrem portas em vez de janelas.
Conseguimos eliminar os raios de sol de duas maneiras diferentes:
1.ª — Nas salas da frente, por meio de placas de concreto ""brise-soleil"". colocadas verticalmente de modo que, no solstício de verão, (que é o mais desfavorável a essa fachada), as dezesete horas, a sombra de cada placa seja ainda projetada sobre sua visinha. Para melhorar a iluminação e diminuir os efeitos do vento nas salas, • colocámos fiadas de tijolos de vidro entre o forro e o 'brise-soleil' e entre este e o piso. Com as portas ie-chadas, a ventilação é feita e regulada pela 'bandeira', cujos vidros são basculantes.
2.ª - nas salas dos fundos, em que o sol bate pela manhã, conforme mostra o diagrama apresentado, e até bastante tarde no inverno, colocámos os tijolos de vidro na parede que separa a sala do terraço e a porta de vidro ao canto esquerdo. Assim, como se vê no diagrama, o sol só penetra na sala até 9 horas da manhã, no inverno. Depois dessa hora bate sobre a parede de tijolos de vidro, que têm a propriedade de difundir a luz e eliminar os raios diretos. A ventilação é ¡cita, pela porta ou pelos caixilhos basculantes colocados ao alto acreditamos ter conseguido, com duas soluções diferentes, uma para cada posição de fachada, salas com iluminação jantar, ventilação abundante e controlável. abolição completa de venezianas e cortinas pesadas, para evitar o sol escurecer a sala e a eliminação dos raios solares diretos nos escritórios.""[sic] (Acrópole, p. 171-172, set. 1972)
A respeito do uso de elementos industrializados na fachada, Montenegro Filho (2007, p.86-87) destaca o caráter inovador da proposta e contextualiza o cenário da pré-fabricação do período:
"No mesmo ano em São Paulo, pode ser verificado um primeiro estágio de racionalização tecnológica na obra de Kneese, expressa no projeto do edifício de escritórios Leônidas Moreira (1942).
Apresenta uma fachada modulada em estrutura de concreto, com fechamento por tijolos de vidro e brises móveis para sombreamento. Há uma exploração da linguagem industrial através da utilização de tecnologias contemporâneas, para uma melhor condição de conforto às atividades a serem exercidas. O edifício apresentava controle da ventilação natural, e um aproveitamento máximo de luz natural, de maneira indireta. Essa utilização de elementos padronizados e pré-fabricados reflete-se em uma otimização do processo construtivo. A experiência teve valor também pelo seu pioneirismo. [...] Segundo TEIXEIRA (1986), a preocupação com a racionalização na construção civil, ou com a industrialização propriamente dita, apareceu no país de forma sistemática apenas no final da década de 50, ocorrendo através de iniciativas isoladas de arquitetos, engenheiros e construtores, e pelo envolvimento de alguns empresários.
'Experiências anteriores forma esporádicas e constituíram exemplos atípicos e sem continuidade' (TEIXEIRA, 1986).
Devido à falta de uma coordenação entre os setores industriais e as empresas construtoras, somada à falta de um planejamento em longo prazo e de uma política oficial, além de dificuldades econômicas e tecnológicas e da ausência de uma coordenação modular, as experiências tiveram alcances menores.
Poucas passaram do campo de experimentação, trazendo de um modo geral poucos reflexos à arquitetura e às questões sociais como a carência de moradias e de outras tipologias. Pôde ser alcançada pelos arquitetos pioneiros que abraçaram a causa da pré-fabricação uma racionalização e uma pré-fabricação em estágios diversos, conforme as possibilidades, as oportunidades, os alcances possíveis, e o próprio desenvolvimento da arquitetura. Cada experiência deve ser entendida dentro de sua escala e contexto,
com todas as suas condicionantes e limitações, que não pertencem somente ao campo da arquitetura."
"Conseguimos o máximo de…
E-mail: [email protected]
Telefones: (11) 3091-4518 / 3091-4519 / 3091-5038
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Fontes e referências
- Arquigrafia: ambiente colaborativo web de imagens de Arquitetura
- Edifício Leonidas Moreira . Acrópole, São Paulo, ano 5, n.53, p.169-172, set. 1972. Disponível em: http://www.acropole.fau.usp.br/edicao/53/37. Acesso em nov. 2025.
- MONTENEGRO FILHO, Roberto Alves de Lima. Pré-fabricação e a obra de Eduardo Kneese de Mello. 2007. Dissertação (Mestrado em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-17052010-093902/pt-br.php Acesso em nov. 2025.
- PINHEIRO, Maria Lucia Bressan. Rumo ao Moderno: Uma Historiografia da Arquitetura Moderna em São Paulo até 1945. Seminário Docomomo Brasil: Anais, p. 01-11, 1999.; REGINO, Aline Nassaralla. Eduardo Kneese de Mello | Arquiteto: análise de sua contribuição à habitação coletiva em São Paulo. 2006. 294 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2006.;
- SEGAWA, Hugo. Arquiteturas no Brasil, 1900-1990. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1998. Immeuble Commercial. L'Architecture d'aujourd'hui. Paris, ano 18, n.13-14, jan. 1947 p.90-91. Disponível em: https://archive.org/details/sim_larchitecture-daujourdhui_1947-09/mode/2up Acesso em mar. 2026.
- Arquigrafia: ambiente colaborativo web de imagens de Arquitetura
- Edifício Leonidas Moreira . Acrópole, São Paulo, ano 5, n.53, p.169-172, set. 1972. Disponível em: http://www.acropole.fau.usp.br/edicao/53/37. Acesso em nov. 2025.
- MONTENEGRO FILHO, Roberto Alves de Lima. Pré-fabricação e a obra de Eduardo Kneese de Mello. 2007. Dissertação (Mestrado em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-17052010-093902/pt-br.php Acesso em nov. 2025.
- PINHEIRO, Maria Lucia Bressan. Rumo ao Moderno: Uma Historiografia da Arquitetura Moderna em São Paulo até 1945. Seminário Docomomo Brasil: Anais, p. 01-11, 1999.; REGINO, Aline Nassaralla. Eduardo Kneese de Mello | Arquiteto: análise de sua contribuição à habitação coletiva em São Paulo. 2006. 294 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2006.;