Fachada do Edifício Seguradoras [título atribuído]. Fotografia Leonardo Finotti.
Fachada do Edifício Seguradoras [título atribuído]. Fotografia Leonardo Finotti.
Solução projetual
Conjunto de brises metálicos independentes da fachada
Nome do projeto

Edifício Seguradoras

Solução projetual
Conjunto de brises metálicos independentes da fachada
Nome do projeto
Edifício Seguradoras
Tipo de solução
Conforto ambiental, controle solar, fachada
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Marcelo Roberto, Milton Roberto, Maurício Roberto
Ano
1949
Estado
Construído, descaracterização alta

Modelos 3D

  • EX-010-2D-EDIFÍCIO SEGURADORAS.dwg
  • EX-010-2D-EDIFÍCIO SEGURADORAS.pdf
  • EX-010-3D-EDIFÍCIO SEGURADORAS.3dm

Aspectos inovadores

Aspectos principais
O Edifício Seguradoras se caracteriza como o primeiro projeto do escritório MMM Roberto a apresentar brises como elementos independentes do plano da fachada, sendo esta uma experimentação posterior às dos edifícios da Associação Brasileira de Imprensa (1936) e do IRB (1941). O programa consistia em escritórios de empresas de seguros, distribuídos em 16 pavimentos e contemplava lojas no térreo. A solução por brises verticais e horizontais se justifica pela insolação da fachada sudoeste no período da tarde, com ângulo de incidência tanto vertical quanto horizontal: "O mecanismo duplo idealizado pelos Roberto é composto horizontalmente por venezianas articuladas encaixadas dentro de trechos vazados da laje em balanço, com painéis de veneziana pivotantes horizontalmente alinhados com o bordo externo da caixa que o circunda. Estes elementos conferem à pele do edifício movimento e tatilidade, marcando aleatoriamente as superfícies iluminadas e sombreadas" (IZAGA, 2022, p.26).
O Edifício Seguradoras se caracteriza como o primeiro projeto do escritório MMM Roberto a apresentar brises como elementos independentes do plano da fachada, sendo esta uma experimentação posterior às dos edifícios da Associação Brasileira de Imprensa (1936) e do IRB (1941). O programa consistia em escritórios de empresas de seguros, distribuídos em 16 pavimentos e contemplava lojas no térreo. A solução por brises verticais e horizontais se justifica pela insolação da fachada sudoeste no período da tarde, com ângulo de incidência tanto vertical quanto horizontal: "O mecanismo duplo idealizado pelos Roberto é composto horizontalmente por venezianas articuladas encaixadas dentro de trechos vazados da laje em balanço, com painéis de veneziana pivotantes horizontalmente alinhados com o bordo externo da caixa que o circunda. Estes elementos conferem à pele do edifício movimento e tatilidade, marcando aleatoriamente as superfícies iluminadas e sombreadas" (IZAGA, 2022, p.26).
Relevância / contribuição
O projeto se coloca como exemplo de uma prática arquitetônica minuciosa, tanto técnica quanto formal, frente às necessidades de controle solar em ambientes de escritório e edifícios com fachadas de forte incidência solar.
O projeto se coloca como exemplo de uma prática arquitetônica minuciosa, tanto técnica quanto formal, frente às necessidades de controle solar em ambientes de escritório e edifícios com fachadas de forte incidência solar.
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações².
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.³ A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem integrada que assegure durabilidade e eficiência.⁴
Em edifícios comerciais, é possível alcançar uma redução de até 18,08% na carga térmica, um incremento de até 30% nas horas de conforto⁵ e um bloqueio solar de até 39,68%⁶. Embora sejam necessárias análises específicas para cada caso e os dados para o contexto residencial ainda sejam limitados, a utilização de brises permanece tecnicamente justificável como estratégia passiva de otimização do desempenho ambiental.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações².
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.³ A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem integrada que assegure durabilidade e eficiência.⁴
Em edifícios comerciais, é possível alcançar uma redução de até 18,08% na carga térmica, um incremento de até 30% nas horas de conforto⁵ e um bloqueio solar de até 39,68%⁶. Embora sejam necessárias análises específicas para cada caso e os dados para o contexto residencial ainda sejam limitados, a utilização de brises permanece tecnicamente justificável como estratégia passiva de otimização do desempenho ambiental.

Ficha técnica

Solução projetual
Conjunto de brises metálicos independentes da fachada
Conjunto de brises metálicos independentes da fachada
Nome do projeto
Edifício Seguradoras
Edifício Seguradoras
Autoria atribuída
Marcelo Roberto, Milton Roberto, Maurício Roberto
Marcelo Roberto, Milton Roberto, Maurício Roberto
Ano
1949
1949
Local
R. Sen. Dantas, 74 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
R. Sen. Dantas, 74 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Colaboradores e equipe técnica: Feliciano Chaves, Odair Grillo, Julio de Barros Barreto Construtora: ECISA Engenharia Comércio e Indústria; Fornecedores: Esquadrias de Alumínio Pagani Pinheiro, Mármore Cia. Manito S.A.; Tacos de Segurança Parquet Donato; Cimento Portland
Colaboradores e equipe técnica: Feliciano Chaves, Odair Grillo, Julio de Barros Barreto Construtora: ECISA Engenharia Comércio e Indústria; Fornecedores: Esquadrias de Alumínio Pagani Pinheiro, Mármore Cia. Manito S.A.; Tacos de Segurança Parquet Donato; Cimento Portland
Escolha do projeto
Solução de brises instalados em estruturas independentes, afastadas do corpo da edificação. Proposta engenhosa no detalhamento e execução, contempla brises verticais e horizontais, móveis e fixos, para controle solar.
Solução de brises instalados em estruturas independentes, afastadas do corpo da edificação. Proposta engenhosa no detalhamento e execução, contempla brises verticais e horizontais, móveis e fixos, para controle solar.
Relevância / contribuição
O projeto se coloca como exemplo de uma prática arquitetônica minuciosa, tanto técnica quanto formal, frente às necessidades de controle solar em ambientes de escritório e edifícios com fachadas de forte incidência solar.
O projeto se coloca como exemplo de uma prática arquitetônica minuciosa, tanto técnica quanto formal, frente às necessidades de controle solar em ambientes de escritório e edifícios com fachadas de forte incidência solar.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Material
Alumínio
Alumínio
Aspectos principais
O Edifício Seguradoras se caracteriza como o primeiro projeto do escritório MMM Roberto a apresentar brises como elementos independentes do plano da fachada, sendo esta uma experimentação posterior às dos edifícios da Associação Brasileira de Imprensa (1936) e do IRB (1941). O programa consistia em escritórios de empresas de seguros, distribuídos em 16 pavimentos e contemplava lojas no térreo. A solução por brises verticais e horizontais se justifica pela insolação da fachada sudoeste no período da tarde, com ângulo de incidência tanto vertical quanto horizontal: "O mecanismo duplo idealizado pelos Roberto é composto horizontalmente por venezianas articuladas encaixadas dentro de trechos vazados da laje em balanço, com painéis de veneziana pivotantes horizontalmente alinhados com o bordo externo da caixa que o circunda. Estes elementos conferem à pele do edifício movimento e tatilidade, marcando aleatoriamente as superfícies iluminadas e sombreadas" (IZAGA, 2022, p.26).
O Edifício Seguradoras se caracteriza como o primeiro projeto do escritório MMM Roberto a apresentar brises como elementos independentes do plano da fachada, sendo esta uma experimentação posterior às dos edifícios da Associação Brasileira de Imprensa (1936) e do IRB (1941). O programa consistia em escritórios de empresas de seguros, distribuídos em 16 pavimentos e contemplava lojas no térreo. A solução por brises verticais e horizontais se justifica pela insolação da fachada sudoeste no período da tarde, com ângulo de incidência tanto vertical quanto horizontal: "O mecanismo duplo idealizado pelos Roberto é composto horizontalmente por…
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações².
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.³ A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem integrada que assegure durabilidade e eficiência.⁴
Em edifícios comerciais, é possível alcançar uma redução de até 18,08% na carga térmica, um incremento de até 30% nas horas de conforto⁵ e um bloqueio solar de até 39,68%⁶. Embora sejam necessárias análises específicas para cada caso e os dados para o contexto residencial ainda sejam limitados, a utilização de brises permanece tecnicamente justificável como estratégia passiva de otimização do desempenho ambiental.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações².
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.³ A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem…
Descrição
No Edifício Seguradoras, para que a incidência solar das esquadrias de vidro das salas de escritório da fachada sudoeste pudesse ser controlada em períodos mais críticos, foram adotados brises verticais e horizontais, em uma geometria resultante do estudo de incidência de raios solares verticais e horizontais no período da tarde. Os brises horizontais foram apoiados em uma estrutura de concreto que se caracteriza como um prolongamento de 1,15 m da laje, caracterizado por vãos nos quais os brises metálicos, em alumínio, se fixavam internamente pelas laterais. Em relação aos os brises verticais, a solução se deu por venezianas articuladas,, portanto móveis, as quais se estruturavam em um aparato com rotação de até 90 graus a partir de seu eixo central. Esse elemento de brises verticais de 1,60 m se fixava verticalmente na extremidade do mesmo prolongamento de laje do brise horizontal, afastados a 1,05m das esquadrias do edifício. Izaga (2022) destaca o caráter visual da solução: "O mecanismo duplo idealizado pelos Roberto é composto horizontalmente por venezianas articuladas encaixadas dentro de trechos vazados da laje em balanço, com painéis de veneziana pivotantes horizontalmente alinhados com o bordo externo da caixa que o circunda. Estes elementos conferem à pele do edifício movimento e tatilidade, marcando aleatoriamente as superfícies iluminadas e sombreadas." Ao que indicam as fontes (BARBER, 2019), os brises foram removidos na década de 1980, com a substituição por estruturas de ar condicionado. Ainda que, em períodos específicos do ano as condições climáticas atuais ultrapassem as estimativas da época do projeto - em relação a conforto ambiental-, os brises são elementos de controle solar relevantes para a redução de incidência solar e, consequentemente de calor, reduzindo a dependência de sistemas mecânicos de climatização - ligados ao consumo de energia e de emissão de gases de efeito estufa.
No Edifício Seguradoras, para que a incidência solar das esquadrias de vidro das salas de escritório da fachada sudoeste pudesse ser controlada em períodos mais críticos, foram adotados brises verticais e horizontais, em uma geometria resultante do estudo de incidência de raios solares verticais e horizontais no período da tarde. Os brises horizontais foram apoiados em uma estrutura de concreto que se caracteriza como um prolongamento de 1,15 m da laje, caracterizado por vãos nos quais os brises metálicos, em alumínio, se fixavam internamente pelas laterais. Em relação aos os brises verticais, a solução se deu por venezianas articuladas,,…
Estado
Construído, descaracterização alta
Construído, descaracterização alta
Uso original
Comercial, serviço
Comercial, serviço
Uso atual
Comercial, serviço
Comercial, serviço
Instituição depositária
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Contato
https://npd.fau.ufrj.br/
https://npd.fau.ufrj.br/
Créditos
Fotografias contemporâneas Leonardo Finotti
Fundo M.M.M. Roberto - Acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação - NPD/UFRJ - Brasil.
Fotografias contemporâneas Leonardo Finotti
Fundo M.M.M. Roberto - Acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação - NPD/UFRJ - Brasil.

Fontes e referências

  • Arquigrafia: ambiente colaborativo web de imagens de Arquitetura
  • Companhia Nacional de Cimento Portland [Anúncio]. Edifício Seguradoras, Rio de Janeiro, jan-mar 1951. Revista Municipal de Engenharia, n.1, v.18, p.5. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=142832&Pesq="edifício seguradoras"&id=4525808559338&pagfis=5973 Acesso em out. 2025.
  • CARVALHO, Claudia Suely Rodrigues de. Preservação da arquitetura moderna: edifícios de escritórios no Rio de Janeiro construídos entre 1930 - 1960. 2006. Tese (Doutorado em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-06062012-151105/publico/Tese_Claudia_S_Rodrigues.pdf Acesso em nov. 2025
  • IZAGA, Fabiana Generoso de, Os edifícios de escritórios dos irmãos MMM Roberto no Centro do Rio de Janeiro – ou toda arquitetura leva a um urbanismo, Revista Docomomo Brasil, Rio de Janeiro, n. 5, p. 21-30, fev. 2022. Disponível em: https://revista.docomomobrasil.com/revista/article/view/88/68 Acesso em jul. 2026
  • OLGYAY, Victor; Aladar. Solar Control and Shading Device. s New York: Reinhold, 1957. apud. BARBER, Daniel A. Climate-Sensitive Architecture as a Blueprint: Habits, Shades, and the Irresistible Staircase, mai. 2019. Disponível em https://springs-rcc.org/climate-sensitive-architecture/. Acesso em out. 2025.
  • Aspectos técnicos contemporâneos:
  • 1.ESKINAZI, Mara Oliveira; PENTER, Pedro Engel. A fachada como interface, de Lucio Costa a Irmãos Roberto: repertório de projeto. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 13., 2019, Salvador. Anais [...].Disponível em: https://anais.docomomobrasil.com/brasil/sdbr13/sdbr13-015/. Acesso em: abr. 2026.
  • 2.CIRNE, Karin Huscher. Recomendações de projeto para o uso de brises em fachadas de edifícios multipavimentos. 2024. 79 f. Monografia (Especialização em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024.
  • Disponível em: https://doi.org/10.11606/003185572.Acesso em: abr. 2026.
  • 3.CUNHA, Victória de Seixas; BASTOS, Leopoldo Eurico Gonçalves. Avaliação bioclimática de edifício moderno: o caso do Edifício Nova Cintra, Parque Guinle, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UFRJ, [s.d.].Disponível em: https://anais.docomomobrasil.com/brasil/sdbr13/sdbr13-011/.Acesso em: abr. 2026.
  • 4.ESKINAZI, Mara Oliveira. Interfaces cariocas: Irmãos Roberto e a dimensão urbana da arquitetura para a habitação. Registros, v. 19, n. 1, p. 89–109, jan./jun. 2023.
  • Disponível em: https://revistasfaud.mdp.edu.ar/registros/article/view/602.Acesso em: abr. 2026.
  • 5.TORRES, T., BRASILEIRO, A., & SILVOSO, M. M. (2023). Ambientes Universitários Eficientes: Estudo Do Impacto Energético e conômico Da Implementação de Brises-soleis no Edifício Jorge Machado Moreira. Encontro Latino-Americano E Europeu Sobre Edificações E Comunidades Sustentáveis (euroELECS), 4(1), 940–952. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/euroelecs/article/view/2573/2378  
  • fev. 2026.  Acesso em: abr. 2026.
  • 6. MAIA RAMOS, Rafael; DA COSTA MATTOS , Ana Beatriz; FLEMMING, Liane; SOUZA CAETANO, Diego. Comparação do Conforto Térmico entre os dois Terminais do Aeroporto Santos Dumont - RJ: Uma análise da insolação nos brises modernos. In: ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 18., 2025. Anais [...]. [S. l.], 2025. DOI: 10.46421/encacelacac.v18i1.7184. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/encac/article/view/7184. Acesso em: Acesso em: abr. 2026.