Fotografia do edifício [título atribuído], sem data. Autoria não identificada. Fonte Acervo Pedro Paulo de Melo Saraiva
- Solução projetual
- Exoesqueleto estrutural que viabiliza planta livre
- Solução projetual
- Exoesqueleto estrutural que viabiliza planta livre
- Nome do projeto
- Edifício ACAL
- Tipo de solução
- Planta, estrutura
- Sistemas construtivos
- Concreto moldado in loco
- Autoria atribuída
- Pedro Paulo de Melo Saraiva
- Ano
- 1974
- Estado
- Construído, descaracterização baixa
Nome do projeto
Edifício ACAL
Modelos 3D
Aspectos inovadores
- Aspectos principais
- Nas obras de Pedro Paulo Saraiva, a inovação estrutural aparece como um tema recorrente de investigação. No Edifício Acal, Saraiva desloca a estrutura do interior para a fachada da torre, eliminando a necessidade de pilares convencionais no espaço de trabalho. A adoção da malha estrutural externa libera a organização interna e viabiliza maior flexibilidade de planta, ao mesmo tempo em que a forma do edifício passa a ser diretamente determinada pela lógica estrutural. Concebida como um exoesqueleto em concreto, essa estrutura atua simultaneamente como suporte das cargas, dispositivo de sombreamento e elemento de expressão arquitetônica.
- Nas obras de Pedro Paulo Saraiva, a inovação estrutural aparece como um tema recorrente de investigação. No Edifício Acal, Saraiva desloca a estrutura do interior para a fachada da torre, eliminando a necessidade de pilares convencionais no espaço de trabalho. A adoção da malha estrutural externa libera a organização interna e viabiliza maior flexibilidade de planta, ao mesmo tempo em que a forma do edifício passa a ser diretamente determinada pela lógica estrutural. Concebida como um exoesqueleto em concreto, essa estrutura atua simultaneamente como suporte das cargas, dispositivo de sombreamento e elemento de expressão arquitetônica.
- Relevância / contribuição
- O projeto apresenta integração entre estrutura, conforto ambiental e expressão arquitetônica, concentrando múltiplas funções em um único sistema construtivo, o que gera eficiência no uso de materiais, racionalização e agilidade construtiva e reduz a necessidade da sobreposição de camadas para proteção solar. Sob o ponto de vista ambiental, ao transferir a estrutura para a periferia do edifício o projeto incorpora elementos de sombreamento ao próprio sistema construtivo, reduzindo a incidência solar sobre superfícies envidraçadas e contribuindo para o conforto no interior das unidades. A liberação da planta, através da transferência de cargas tanto para a periferia quanto para o núcleo central, favorece a flexibilidade de usos, ampliando a versatilidade dos espaços a diferentes demandas culturais e programáticas.
- O projeto apresenta integração entre estrutura, conforto ambiental e expressão arquitetônica, concentrando múltiplas funções em um único sistema construtivo, o que gera eficiência no uso de materiais, racionalização e agilidade construtiva e reduz a necessidade da sobreposição de camadas para proteção solar. Sob o ponto de vista ambiental, ao transferir a estrutura para a periferia do edifício o projeto incorpora elementos de sombreamento ao próprio sistema construtivo, reduzindo a incidência solar sobre superfícies envidraçadas e contribuindo para o conforto no interior das unidades. A liberação da planta, através da transferência de cargas tanto para a periferia quanto para o núcleo central, favorece a flexibilidade de usos, ampliando a versatilidade dos espaços a diferentes demandas culturais e programáticas.
Galeria de imagens
Ficha técnica
Dessa forma, a estrutura deixa de ser apenas um sistema de suporte para assumir papel central na configuração arquitetônica. Como enfatiza Espallargas Gimenez (2016, p.20), “o tema estrutural como expressão arquitetônica se sobrepõe à forma estrutural como pauta ordenadora do edifício”. A solução, do ponto de vista técnico, apoia-se em um exoesqueleto de concreto armado, que estrutura o edifício de planta retangular com oito pilares periféricos, alinhados a quatro paredes estruturais do núcleo de circulação vertical. Os planos estruturais passam, além do suporte de cargas, a atuar como aparatos de controle solar e expressão arquitetônica.
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Fontes e referências
- ESPALLARGAS GIMENEZ, Luis. Pedro Paulo de Melo Saraiva: arquiteto. São Paulo: RomanoGuerra, 2016.
- FIALHO, Roberto Novelli. Edifícios de escritórios na cidade de São Paulo. 2007. Tese (Doutorado em Projeto de Arquitetura) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Dispopnível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-18052010-155700/pt-br.php Acesso em nov. 2025.
- MENDONÇA, Fernando de Magalhães. Pedro Paulo de Melo Saraiva: 50 anos de arquitetura. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Presbiteriana Mackenzie. 2006.