Fachada principal do edifício com brises e paisagismo [título atribuído], c.1980 [Autoria não identificada]. Fonte: JULIANO,Miguel; SUCHODOLSKI, Suely. Arquiteto Miguel Juliano. Cadernos Brasileiros. Projeto, v.3, p.44, fev. 1980
- Solução projetual
- Área de dispersão de calor entre brise externo e caixilho de vidro constituída por jardim
- Solução projetual
- Área de dispersão de calor entre brise externo e caixilho de vidro constituída por jardim
- Nome do projeto
- Edifício Ana Augusta
- Tipo de solução
- Fachada, controle solar, conforto ambiental
- Sistemas construtivos
- Concreto moldado in loco
- Autoria atribuída
- Miguel Juliano
- Ano
- 1974
- Estado
- Construído, descaracterização baixa
Nome do projeto
Edifício Ana Augusta
Modelos 3D
Aspectos inovadores
- Aspectos principais
- A criação de espaços para dispersão de calor entre elementos de controle solar, sejam brises ou elementos vazado, e as esquadrias internas, faz parte do rol de estratégias para soluções de conforto ambiental em unidades habitacionais. Em cada projeto o vão para dissipação térmica pode receber diferentes conformações. No caso do Edifício Ana Augusta, a inovação da solução está na criação de um espaço de transição ocupado por floreiras instaladas entre os painéis da fachada e as esquadrias de vidro, permitindo a criação de um jardim voltado para o interior das moradias.
- A criação de espaços para dispersão de calor entre elementos de controle solar, sejam brises ou elementos vazado, e as esquadrias internas, faz parte do rol de estratégias para soluções de conforto ambiental em unidades habitacionais. Em cada projeto o vão para dissipação térmica pode receber diferentes conformações. No caso do Edifício Ana Augusta, a inovação da solução está na criação de um espaço de transição ocupado por floreiras instaladas entre os painéis da fachada e as esquadrias de vidro, permitindo a criação de um jardim voltado para o interior das moradias.
- Relevância / contribuição
- O edifício apresenta duas soluções pertinentes às discussões contemporâneas da moradia verticalizada: o controle solar integrado à edificação e a implantação de floreiras internas aliadas aos brises móveis. As soluções de conforto ambiental, cada vez mais necessárias como respostas aos desafios das mudanças climáticas, podem se materializar em diferentes estratégias. No Edifício Ana Augusta ocorre a adoção de brises junto a uma área de dispersão de calor conformada por floreiras, solução que alia controle solar e qualificação dos espaços de transição entre exterior e interior, imprimindo conforto e riqueza ambiental às habitações.
- O edifício apresenta duas soluções pertinentes às discussões contemporâneas da moradia verticalizada: o controle solar integrado à edificação e a implantação de floreiras internas aliadas aos brises móveis. As soluções de conforto ambiental, cada vez mais necessárias como respostas aos desafios das mudanças climáticas, podem se materializar em diferentes estratégias. No Edifício Ana Augusta ocorre a adoção de brises junto a uma área de dispersão de calor conformada por floreiras, solução que alia controle solar e qualificação dos espaços de transição entre exterior e interior, imprimindo conforto e riqueza ambiental às habitações.
- Aspectos técnicos contemporâneos
-
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do Brasil impeçam a definição de um desempenho absoluto, estudos indicam que os espaços de transição podem ser mais eficientes para o conforto térmico quando utilizados em conjunto com outras estratégias passivas de sombreamento, como brises, cobogós, vegetação ou barreiras³. -
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do Brasil impeçam a definição de um desempenho absoluto, estudos indicam que os espaços de transição podem ser mais eficientes para o conforto térmico quando utilizados em conjunto com outras estratégias passivas de sombreamento, como brises, cobogós, vegetação ou barreiras³.
Galeria de imagens
Ficha técnica
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do Brasil impeçam a definição de um desempenho absoluto, estudos indicam que os espaços de transição podem ser mais eficientes para o conforto térmico quando utilizados em conjunto com outras estratégias passivas de sombreamento, como brises, cobogós, vegetação ou barreiras³.
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do…
"A experiência com outros projetos leva a repetir as soluções principais num edifício de apartamentos em S. José do Rio Preto, onde o clima é também muito quente.
O 'envólucro' de concreto é novamente usado para efeito de microclima. O controle da luz, do calor e da umidade favorecem a criação de uma atmosfera propícia para vegetação, daí os jardins colocados na periferia de todos os andares. O sol é impedido de penetrar nos interiores pelos brises das fachadas leste, oeste e norte, aliviando-se a carga do ar condicionado central e se trazendo para as salas a lembrança da sombra de varanda.
O partido estrutural desse edifício sucede a experiência do Promenade que possuía 4 apoios nas extremidades e mais um central no poço dos elevadores. Dessa vez retirou-se o apoio do centro, deixando-se o poço do elevador sem função estrutural e apenas 4 pilares laterais com grandes vãos e balanços, o que contribuiu para a integridade do espaço interno que pode receber um tratamento mais livre." (JULIANO; SUCHODOLSKI, 1980, p.43).
Fontes e referências
- Acervo Biblioteca FAUUSP
- JULIANO,Miguel; SUCHODOLSKI, Suely. Arquiteto Miguel Juliano. Cadernos Brasileiros. Projeto, v.3. fev. 1980.
- Aspectos técnicos contemporâneos:
- 1.ESKINAZI, Mara Oliveira; PENTER, Pedro Engel. A fachada como interface, de Lucio Costa a Irmãos Roberto: repertório de projeto. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 13., 2019, Salvador. Anais [...].Disponível em: https://anais.docomomobrasil.com/brasil/sdbr13/sdbr13-015/ Acesso em: abr. 2026.
- 2.SANTOS, Mayra Simone dos. São Paulo e a torre moderna: três experiências. In: Seminário Docomomo Brasil, 14., 2021, Belém. Anais […]. Belém: Docomomo Brasil, 2021.
- Disponível em: https://share.google/fefjakclBVzDD8PrP.Acesso em: abr. 2026.
- 3. DAVID, Priscilla Lacerda Duarte.Avaliação da qualidade térmica de espaços de transição do tipo linear externo. 2016. 78 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2016.
- Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/2e8a1e01-306f-403a-9a98-5fc1ee46b22a.Acesso em: abr. 2026.
- 4.LIGUORI, K.; LABAKI, L. C. Espaços de transição e estratégias bioclimáticas: revisão sistemática.Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/encac/article/view/4050.Acesso em: abr. 2026.
- 5.CORRÊA, Beatriz Castilho; SOUZA, Kelly Katharinne da Silva; LOPES, Felipe da Silva Duarte.
- Análise da influência de espaços de transição no desempenho térmico de salas de aula em clima quente e úmido. In: ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO (ENCAC), XVIII; ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, XIV, 2023. Anais [...]. Macapá: UNIFAP, 2023. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/encac/article/view/7101. Acesso em: abr. 2026.
- 6.TORRES, T., BRASILEIRO, A., & SILVOSO, M. M. (2023). Ambientes Universitários Eficientes: Estudo Do Impacto Energético e conômico Da Implementação de Brises-soleis no Edifício Jorge Machado Moreira. Encontro Latino-Americano E Europeu Sobre Edificações E Comunidades Sustentáveis (euroELECS), 4(1), 940–952. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/euroelecs/article/view/2573/2378 Acesso em: abr. 2026.
- 7. MAIA RAMOS, Rafael; DA COSTA MATTOS , Ana Beatriz; FLEMMING, Liane; SOUZA CAETANO, Diego. Comparação do Conforto Térmico entre os dois Terminais do Aeroporto Santos Dumont - RJ: Uma análise da insolação nos brises modernos. In: ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 18., 2025. Anais [...]. [S. l.], 2025. DOI: 10.46421/encacelacac.v18i1.7184. Disponível em: https://eventos.antac.org.br/index.php/encac/article/view/7184. Acesso em: Acesso em: abr. 2026.
- 8. CIRNE, Karin Huscher. Recomendações de projeto para o uso de brises em fachadas de edifícios multipavimentos. 2024. 79 f. Monografia (Especialização em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024.
- Disponível em: https://doi.org/10.11606/003185572. Acesso em: abr. 2026.
- Acervo Biblioteca FAUUSP
- JULIANO,Miguel; SUCHODOLSKI, Suely. Arquiteto Miguel Juliano. Cadernos Brasileiros. Projeto, v.3. fev. 1980.
- Aspectos técnicos contemporâneos:
- 1.ESKINAZI, Mara Oliveira; PENTER, Pedro Engel. A fachada como interface, de Lucio Costa a Irmãos Roberto: repertório de projeto. In: SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL, 13., 2019, Salvador. Anais [...].Disponível em: https://anais.docomomobrasil.com/brasil/sdbr13/sdbr13-015/ Acesso em: abr. 2026.