Detalhes do caixilho [Título atribuído]. Fotografia Nelson Kon.
Detalhes do caixilho [Título atribuído]. Fotografia Nelson Kon.
Solução projetual
Painel industrializado com caixilho em madeira
Nome do projeto

Edifício Primavera

Solução projetual
Painel industrializado com caixilho em madeira
Nome do projeto
Edifício Primavera
Tipo de solução
Caixilho, elementos industrializados, fachada, racionalização
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
João Kon
Ano
1954
Estado
Construído, descaracterização baixa

Aspectos inovadores

Aspectos principais
O Edifício Primavera é primeiro edifício projetado projetado por João Kon, ainda no final da graduação, e inaugura a trajetória do arquiteto na adoção da "janela ideal" - elemento industrializado que caracteriza as fachadas do edifício nas quais localizam-se os dormitórios, dispensando a vedação em alvenaria. O caixilho, neste projeto em madeira, consistia em uma solução de um sistema de guilhotina de folhas de madeira com contrapeso para abertura.
O Edifício Primavera é primeiro edifício projetado projetado por João Kon, ainda no final da graduação, e inaugura a trajetória do arquiteto na adoção da "janela ideal" - elemento industrializado que caracteriza as fachadas do edifício nas quais localizam-se os dormitórios, dispensando a vedação em alvenaria. O caixilho, neste projeto em madeira, consistia em uma solução de um sistema de guilhotina de folhas de madeira com contrapeso para abertura.
Relevância / contribuição
A solução articula arquitetura e componente industrial ao adotar a "Janela Ideal" como condicionante do projeto. Aplicada nos dormitórios, funciona como elemento de dupla função - vedação e abertura para ventilação e iluminação -, reduzindo a alvenaria no fechamento externo. Constituída como painel industrializado de madeira, concentra múltiplas funções em um único elemento, evidenciando uma estratégia de racionalização construtiva.
A solução articula arquitetura e componente industrial ao adotar a "Janela Ideal" como condicionante do projeto. Aplicada nos dormitórios, funciona como elemento de dupla função - vedação e abertura para ventilação e iluminação -, reduzindo a alvenaria no fechamento externo. Constituída como painel industrializado de madeira, concentra múltiplas funções em um único elemento, evidenciando uma estratégia de racionalização construtiva.
Aspectos técnicos contemporâneos
Soluções de fachada industrializada contribuem para a racionalização construtiva, aumento da produtividade e redução de impactos ambientais. A adoção de diferentes soluções e materialidades amplia as possibilidades de customização e variação geométrica, sem comprometer os princípios de padronização e eficiência produtiva.¹ Em processos de industrialização mais avançados, esquadrias e componentes produzidos por diferentes fabricantes podem ser incorporados aos painéis ainda em ambiente fabril, reduzindo as etapas de montagem em obra e os riscos associados à execução.² Um dos sistemas disponíveis, em chapas delgadas de Light Steel Framing (LSF)* destacam-se pelo menor consumo de materiais² e pela redução do peso estrutural, além de possibilitarem diminuições de até 73% na demanda de mão de obra, 86,7% na geração de resíduos e 93,5% no consumo de água. ³
Nesse tipo de solução a eficácia das fachadas industrializadas depende, sobretudo, da adequada gestão do processo construtivo, envolvendo coordenação entre disciplinas, compatibilização de projetos, detalhamento executivo e rigoroso controle de tolerâncias e interfaces. ⁴

*Definições:  O sistema Light Steel Framing de fachada leve oferece em sua concepção executiva uma construção a seco, onde ela é constituída por perfis de aço galvanizado formados a frio que servirão de estrutura aos painéis de vedação. ³
Soluções de fachada industrializada contribuem para a racionalização construtiva, aumento da produtividade e redução de impactos ambientais. A adoção de diferentes soluções e materialidades amplia as possibilidades de customização e variação geométrica, sem comprometer os princípios de padronização e eficiência produtiva.¹ Em processos de industrialização mais avançados, esquadrias e componentes produzidos por diferentes fabricantes podem ser incorporados aos painéis ainda em ambiente fabril, reduzindo as etapas de montagem em obra e os riscos associados à execução.² Um dos sistemas disponíveis, em chapas delgadas de Light Steel Framing (LSF)* destacam-se pelo menor consumo de materiais² e pela redução do peso estrutural, além de possibilitarem diminuições de até 73% na demanda de mão de obra, 86,7% na geração de resíduos e 93,5% no consumo de água. ³
Nesse tipo de solução a eficácia das fachadas industrializadas depende, sobretudo, da adequada gestão do processo construtivo, envolvendo coordenação entre disciplinas, compatibilização de projetos, detalhamento executivo e rigoroso controle de tolerâncias e interfaces. ⁴

*Definições:  O sistema Light Steel Framing de fachada leve oferece em sua concepção executiva uma construção a seco, onde ela é constituída por perfis de aço galvanizado formados a frio que servirão de estrutura aos painéis de vedação. ³

Ficha técnica

Solução projetual
Painel industrializado com caixilho em madeira
Painel industrializado com caixilho em madeira
Nome do projeto
Edifício Primavera
Edifício Primavera
Autoria atribuída
João Kon
João Kon
Ano
1954
1954
Local
Rua Peixoto Gomide, 1526 - Cerqueira César, São Paulo - SP
Rua Peixoto Gomide, 1526 - Cerqueira César, São Paulo - SP
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Engenheiro: Samuel Kon; Janela ideal: Collavini & Cia
Engenheiro: Samuel Kon; Janela ideal: Collavini & Cia
Escolha do projeto
João Kon adota recorrentemente a janela ideal em seus projetos, o Edifício Primavera é o projeto pioneiro, em sua trajetória, na adoção da Janela ideal em madeira, um elemento que dispensava grande parte da alvenaria de vedação das fachada.
João Kon adota recorrentemente a janela ideal em seus projetos, o Edifício Primavera é o projeto pioneiro, em sua trajetória, na adoção da Janela ideal em madeira, um elemento que dispensava grande parte da alvenaria de vedação das fachada.
Relevância / contribuição
A solução articula arquitetura e componente industrial ao adotar a "Janela Ideal" como condicionante do projeto. Aplicada nos dormitórios, funciona como elemento de dupla função - vedação e abertura para ventilação e iluminação -, reduzindo a alvenaria no fechamento externo. Constituída como painel industrializado de madeira, concentra múltiplas funções em um único elemento, evidenciando uma estratégia de racionalização construtiva.
A solução articula arquitetura e componente industrial ao adotar a "Janela Ideal" como condicionante do projeto. Aplicada nos dormitórios, funciona como elemento de dupla função - vedação e abertura para ventilação e iluminação -, reduzindo a alvenaria no fechamento externo. Constituída como painel industrializado de madeira, concentra múltiplas funções em um único elemento, evidenciando uma estratégia de racionalização construtiva.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Material
Madeira
Madeira
Aspectos principais
O Edifício Primavera é primeiro edifício projetado projetado por João Kon, ainda no final da graduação, e inaugura a trajetória do arquiteto na adoção da "janela ideal" - elemento industrializado que caracteriza as fachadas do edifício nas quais localizam-se os dormitórios, dispensando a vedação em alvenaria. O caixilho, neste projeto em madeira, consistia em uma solução de um sistema de guilhotina de folhas de madeira com contrapeso para abertura.
O Edifício Primavera é primeiro edifício projetado projetado por João Kon, ainda no final da graduação, e inaugura a trajetória do arquiteto na adoção da "janela ideal" - elemento industrializado que caracteriza as fachadas do edifício nas quais localizam-se os dormitórios, dispensando a vedação em alvenaria. O caixilho, neste projeto em madeira, consistia em uma solução de um sistema de guilhotina de folhas de madeira com contrapeso para abertura.
Aspectos técnicos contemporâneos
Soluções de fachada industrializada contribuem para a racionalização construtiva, aumento da produtividade e redução de impactos ambientais. A adoção de diferentes soluções e materialidades amplia as possibilidades de customização e variação geométrica, sem comprometer os princípios de padronização e eficiência produtiva.¹ Em processos de industrialização mais avançados, esquadrias e componentes produzidos por diferentes fabricantes podem ser incorporados aos painéis ainda em ambiente fabril, reduzindo as etapas de montagem em obra e os riscos associados à execução.² Um dos sistemas disponíveis, em chapas delgadas de Light Steel Framing (LSF)* destacam-se pelo menor consumo de materiais² e pela redução do peso estrutural, além de possibilitarem diminuições de até 73% na demanda de mão de obra, 86,7% na geração de resíduos e 93,5% no consumo de água. ³
Nesse tipo de solução a eficácia das fachadas industrializadas depende, sobretudo, da adequada gestão do processo construtivo, envolvendo coordenação entre disciplinas, compatibilização de projetos, detalhamento executivo e rigoroso controle de tolerâncias e interfaces. ⁴

*Definições:  O sistema Light Steel Framing de fachada leve oferece em sua concepção executiva uma construção a seco, onde ela é constituída por perfis de aço galvanizado formados a frio que servirão de estrutura aos painéis de vedação. ³
Soluções de fachada industrializada contribuem para a racionalização construtiva, aumento da produtividade e redução de impactos ambientais. A adoção de diferentes soluções e materialidades amplia as possibilidades de customização e variação geométrica, sem comprometer os princípios de padronização e eficiência produtiva.¹ Em processos de industrialização mais avançados, esquadrias e componentes produzidos por diferentes fabricantes podem ser incorporados aos painéis ainda em ambiente fabril, reduzindo as etapas de montagem em obra e os riscos associados à execução.² Um dos sistemas disponíveis, em chapas delgadas de Light Steel Framing…
Descrição
O Edifício Primavera inaugura a trajetória do arquiteto João Kon em parceria familiar, envolvendo o engenheiro Samuel Kon, seu irmão, e a incorporação de Godel Kon, seu pai. Neste projeto, e de forma recorrente ao longo de sua produção, João Kon adota a chamada Janela Ideal, possivelmente referenciada em edifícios como o Louveira (1946), de Vilanova Artigas; o Biaçá (1951), de Plínio Croce e Roberto Aflalo; e o João Ramalho (1954), de Croce, Aflalo e Salvador Candia.

O edifício residencial, com seis pavimentos-tipo e quatro unidades por andar, tem sua fachada principal voltada para a Rua Peixoto Gomide, configurada pelo uso da Janela Ideal nos dormitórios e por varandas recuadas nas salas. Conforme aponta Serapião (2016), a solução reflete o pragmatismo de João Kon: "No Primavera, os caixilhos são a face mais visível do pragmatismo de Zeca, que adequava preceitos modernos, adotando soluções encontradas no mercado para atender a prazos e custos condizentes com o produto final, ou seja, as unidades residenciais dos edifícios que desenhava. Não foi Zeca quem criou ou introduziu em São Paulo o tipo de janela do Primavera, mas certamente ele foi um dos profissionais que mais adotou a solução que, entre os arquitetos e construtores que atuaram na cidade nos anos 1950 e 1960, ficou conhecida como Janela Ideal, nome adotado pelo fabricante, a Collavini & Cia. A empresa, dirigida por Francisco Collavini, executava caixilhos desde a década de 1930 em um galpão na Mooca e detinha a patente do mecanismo."

O autor também ressalta a ampla difusão do sistema na revista Acrópole e sua provável adoção pioneira por Vilanova Artigas no Edifício Louveira. Do ponto de vista da configuração da fachada, "[...] a 'cortina de veneziana' praticamente eliminou a alvenaria voltada para a Rua Peixoto Gomide. Esse é o ponto central, mais perceptível, que aproxima o desenho do Primavera do movimento moderno, uma vez que a industrialização da construção foi um dos tópicos da vanguarda do início do século 20. Esse também é o mote da arquitetura de Zeca, cuja obra sempre recorrerá à criação de uma 'cortina de veneziana'." (ibid).
O Edifício Primavera inaugura a trajetória do arquiteto João Kon em parceria familiar, envolvendo o engenheiro Samuel Kon, seu irmão, e a incorporação de Godel Kon, seu pai. Neste projeto, e de forma recorrente ao longo de sua produção, João Kon adota a chamada Janela Ideal, possivelmente referenciada em edifícios como o Louveira (1946), de Vilanova Artigas; o Biaçá (1951), de Plínio Croce e Roberto Aflalo; e o João Ramalho (1954), de Croce, Aflalo e Salvador Candia.

O edifício residencial, com seis pavimentos-tipo e quatro unidades por andar, tem sua fachada principal voltada para a Rua Peixoto Gomide, configurada pelo uso da…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Habitacional
Habitacional
Uso atual
Habitacional
Habitacional
Instituição depositária
Centro Histórico Mackenzie
Centro Histórico Mackenzie
Contato
(11) 2114-8661
(11) 2114-8661
[email protected]
(11) 2114-8661
(11) 2114-8661
[email protected]
Créditos
Apoio de pesquisa: Nelson Kon
Fotografias contemporâneas: Nelson Kon
Fotografias históricas: Acervo do arquiteto João Kon
Entrevista concedida por João Kon em março de 2026 à equipe IACAI
Apoio de pesquisa: Nelson Kon
Fotografias contemporâneas: Nelson Kon
Fotografias históricas: Acervo do arquiteto João Kon
Entrevista concedida por João Kon em março de 2026 à equipe IACAI

Fontes e referências

  • Acervo de João Kon
  • GUERRA, Abílio; SERAPIÃO, Fernando; GIMENEZ, Luis Espallargas org. Romano Guerra, São Paulo, 1a edição, 2016.
  • Edifício Primavera. Nelson Kon (sem data). Disponível em: https://www.nelsonkon.com.br/edificio-primavera/ Acesso em fev. 2026.
  • Aspectos técnicos contemporâneos: