Obra do Berço [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti.
Obra do Berço [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti.
Solução projetual
Brise móvel para ventilação, sombreamento e visualização da paisagem
Nome do projeto

Obra do Berço

Solução projetual
Brise móvel para ventilação, sombreamento e visualização da paisagem
Nome do projeto
Obra do Berço
Tipo de solução
Conforto ambiental, controle solar, fachada
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco, brises móveis
Autoria atribuída
Oscar Niemeyer
Ano
1937-1939
Estado
Construído, descaracterização baixa

Modelos 3D

  • EX-018-3D-Obra do berço.3dm
  • EX-018-3D-Obra do berço.dwg
  • EX-018-2D-Obra do berço.dwg
  • EX-018-2D-Obra do berço.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
A Obra do Berço inaugura o primeiro uso de brises móveis na arquitetura brasileira, incorporando o conceito de Brise-Soleil, disseminado pela obra de Le Corbusier. O arquiteto do projeto pauta como princípios norteadores para o desenho da fachada a variação da incidência solar e a preservação da vista para o exterior do edifício, culminando na criação de paineis móveis - brises - que atendam ao usuário de forma adaptável ao longo do dia e dos meses do ano, sem bloquear a vista cênica para a Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao lote.
A Obra do Berço inaugura o primeiro uso de brises móveis na arquitetura brasileira, incorporando o conceito de Brise-Soleil, disseminado pela obra de Le Corbusier. O arquiteto do projeto pauta como princípios norteadores para o desenho da fachada a variação da incidência solar e a preservação da vista para o exterior do edifício, culminando na criação de paineis móveis - brises - que atendam ao usuário de forma adaptável ao longo do dia e dos meses do ano, sem bloquear a vista cênica para a Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao lote.
Relevância / contribuição
A adoção de brises móveis em projetos arquitetônico exprime a priorização de estratégias de conforto ambiental e de controle solar nas edificações, viáveis através de estudos técnicos detalhados de fachadas e da distribuição do programa nos edifícios, sem prejuízo para demais atributos da obra como ventilação, vista interior-exterior, vista exterior-interior e criação de identidade volumétrica para o projeto.
A adoção de brises móveis em projetos arquitetônico exprime a priorização de estratégias de conforto ambiental e de controle solar nas edificações, viáveis através de estudos técnicos detalhados de fachadas e da distribuição do programa nos edifícios, sem prejuízo para demais atributos da obra como ventilação, vista interior-exterior, vista exterior-interior e criação de identidade volumétrica para o projeto.
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior1, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações2.
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.3 A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem integrada que assegure durabilidade e eficiência.4
Em edifícios comerciais, é possível alcançar uma redução de até 18,08% na carga térmica, um incremento de até 30% nas horas de conforto⁵ e um bloqueio solar de até 39,68%⁶. Embora sejam necessárias análises específicas para cada caso e os dados para o contexto residencial ainda sejam limitados, a utilização de brises permanece tecnicamente justificável como estratégia passiva de otimização do desempenho ambiental.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior1, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações2.
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.3 A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem integrada que assegure durabilidade e eficiência.4
Em edifícios comerciais, é possível alcançar uma redução de até 18,08% na carga térmica, um incremento de até 30% nas horas de conforto⁵ e um bloqueio solar de até 39,68%⁶. Embora sejam necessárias análises específicas para cada caso e os dados para o contexto residencial ainda sejam limitados, a utilização de brises permanece tecnicamente justificável como estratégia passiva de otimização do desempenho ambiental.

Ficha técnica

Solução projetual
Brise móvel para ventilação, sombreamento e visualização da paisagem
Brise móvel para ventilação, sombreamento e visualização da paisagem
Nome do projeto
Obra do Berço
Obra do Berço
Autoria atribuída
Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer
Ano
1937-1939
1937-1939
Local
Rua Cícero Góis Monteiro, 19 - Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
Rua Cícero Góis Monteiro, 19 - Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Colaboradores: Emílio Baumgart, Cavalcante & Machado Eng. Arquitetos e Construtores
Colaboradores: Emílio Baumgart, Cavalcante & Machado Eng. Arquitetos e Construtores
Escolha do projeto
Primeiro edifício a utilizar brises móveis na arquitetura brasileira, solução que viabilizava a manutenção da vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, enquanto permitia o controle da incidência solar direta no interior da edificação.
Primeiro edifício a utilizar brises móveis na arquitetura brasileira, solução que viabilizava a manutenção da vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, enquanto permitia o controle da incidência solar direta no interior da edificação.
Relevância / contribuição
A adoção de brises móveis em projetos arquitetônico exprime a priorização de estratégias de conforto ambiental e de controle solar nas edificações, viáveis através de estudos técnicos detalhados de fachadas e da distribuição do programa nos edifícios, sem prejuízo para demais atributos da obra como ventilação, vista interior-exterior, vista exterior-interior e criação de identidade volumétrica para o projeto.
A adoção de brises móveis em projetos arquitetônico exprime a priorização de estratégias de conforto ambiental e de controle solar nas edificações, viáveis através de estudos técnicos detalhados de fachadas e da distribuição do programa nos edifícios, sem prejuízo para demais atributos da obra como ventilação, vista interior-exterior, vista exterior-interior e criação de identidade volumétrica para o projeto.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco, brises móveis
Concreto moldado in loco, brises móveis
Elementos arquitetônicos
Fachada, brise
Fachada, brise
Material
Fibrocimento
Fibrocimento
Aspectos principais
A Obra do Berço inaugura o primeiro uso de brises móveis na arquitetura brasileira, incorporando o conceito de Brise-Soleil, disseminado pela obra de Le Corbusier. O arquiteto do projeto pauta como princípios norteadores para o desenho da fachada a variação da incidência solar e a preservação da vista para o exterior do edifício, culminando na criação de paineis móveis - brises - que atendam ao usuário de forma adaptável ao longo do dia e dos meses do ano, sem bloquear a vista cênica para a Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao lote.
A Obra do Berço inaugura o primeiro uso de brises móveis na arquitetura brasileira, incorporando o conceito de Brise-Soleil, disseminado pela obra de Le Corbusier. O arquiteto do projeto pauta como princípios norteadores para o desenho da fachada a variação da incidência solar e a preservação da vista para o exterior do edifício, culminando na criação de paineis móveis - brises - que atendam ao usuário de forma adaptável ao longo do dia e dos meses do ano, sem bloquear a vista cênica para a Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao lote.
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior1, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações2.
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.3 A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem integrada que assegure durabilidade e eficiência.4
Em edifícios comerciais, é possível alcançar uma redução de até 18,08% na carga térmica, um incremento de até 30% nas horas de conforto⁵ e um bloqueio solar de até 39,68%⁶. Embora sejam necessárias análises específicas para cada caso e os dados para o contexto residencial ainda sejam limitados, a utilização de brises permanece tecnicamente justificável como estratégia passiva de otimização do desempenho ambiental.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento de mediação entre interior e exterior1, incorporando dispositivos de controle solar e ventilação natural que contribuíram para o desempenho ambiental das edificações2.
Em condições climáticas tropicais, a ventilação natural associada ao sombreamento por brises reduz o ganho térmico e melhora o conforto, evidenciando a eficácia das soluções passivas adaptadas ao contexto local.3 A eficácia dessa solução depende da qualidade do projeto, especificação, execução e manutenção adequados. Falhas nessas etapas comprometem o desempenho, exigindo uma abordagem…
Descrição
A Obra do Berço é um edifício pioneiro de brises móveis na arquitetura. Na Revista de Engenharia do Rio de Janeiro Oscar Niemeyer, arquiteto responsável, relata, em 1939, o processo de adoção de brises:

"O 'brise soleil' é uma solução proposta por Le Corbusier como proteção térmica para Algéria. Consta de um sistema de placas que, colocadas junto à fachada, evitam a incidência dos raios solares na mesma.
Pouco a pouco ele vai também generalizando-se entre nós. E assim, conforme o caso, vamos tentando colaborar dentro do 'princípio inicial', procurando variantes que mais se adaptem aos problemas propostos.
O caso da Obra do Berço também pedia uma. Situada à Avenida Epitácio Pessoa e dispondo de salas de estar e trabalho, impunha-se logicamente que, apesar da orientação desfavorável para esse lado, procurássemos localizá-las aproveitando para as mesmas o panorama da lagoa.
Verificamos que uma solução de proteção fixa, não resolveria. A variação da trajetória solar nos equinócios anularia qualquer proteção, a menos que a inclinação das placas fosse determinada em função da época do ano mais desfavorável, o que, além de uma inclinação demasiada, nos traria a perda quase total da vista da lagoa.
A solução que adotamos resolve de modo definitivo o problema. Consiste num sistema de painéis giratórios de eixo vertical, armados em ferro e 'Eternite', manobrados manualmente. Como elemento plástico, também interessa pelo aspecto leve e funcional que apresenta e ao qual a necessidade técnica de dividir em painéis que trabalhem isolados ainda mais vem acentuar.
O sistema proposto nos garante ainda as seguintes possibilidades:
a) - o desvio será feito conforme a época do ano, para um lado ou para outro o que permitirá sempre mínimo de inclinação.
b) - durante as horas não insoladas (6 horas da manhã às 2 da tarde) ou nos dias sombrios teremos a vista inteiramente livre, bastando para isto conservar as placas normais à fachada;
c) - nos dias frios ou chuvosos poderemos evitar as rajadas de SO com uma pequena retificação;
d) - a luz interior poderá ser graduada a vontade em função do dia e das exigências do trabalho." (NIEMEYER, 1939, p.283) Vale apontar que o projeto se constituiu em diferentes etapas, sendo este relato referete à terceira etapa.

A primeira etapa do projeto, anteprojeto de 1935, conta com pequenas aberturas com brises fixos; o segundo com brises fixos na fachada voltada à Lagoa; a terceira - adotada - os brises móveis, e, por fim, uma última etapa considera a incorporação de um pavimento ao edifício, totalizando quatro pavimentos. Apesar da obra ter sido idealizada e construída conforme a segunda etapa do projeeto, com brises fixos, o arquiteto opta por, durante a obra, alterar os elementos, o que seria a terceira etapa do projeto, em solução de brises móveis. O projeto repercurte internacionalmente em revistas especializadas e, em uma das publicações, em 1944 na Revista The Architecture Review, abordando a relevância da solução frente as características climáticas locais na adoção dos brises "Brazil has shown in her new architecture a real understanding of true functionalism. Brazilian architects build with the problems of their climate as a primary consideration, not an after-thought. They have already made one great origi ginal contribution to modern architecture, the control of heat and glare on glass surfaces by several systems of external blinds. The “brise-soleil” is used in a quite revolutionary manner." (The architectural review 1944, p.106)
A Obra do Berço é um edifício pioneiro de brises móveis na arquitetura. Na Revista de Engenharia do Rio de Janeiro Oscar Niemeyer, arquiteto responsável, relata, em 1939, o processo de adoção de brises:

"O 'brise soleil' é uma solução proposta por Le Corbusier como proteção térmica para Algéria. Consta de um sistema de placas que, colocadas junto à fachada, evitam a incidência dos raios solares na mesma.
Pouco a pouco ele vai também generalizando-se entre nós. E assim, conforme o caso, vamos tentando colaborar dentro do 'princípio inicial', procurando variantes que mais se adaptem aos problemas propostos.
O caso da…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Hospitalar
Hospitalar
Uso atual
Hospitalar, creche
Hospitalar, creche
Instituição depositária
Fundação Oscar Niemeyer
Fundação Oscar Niemeyer
Créditos
Acervo NPD UFRJ
Apoio de pesquisa: Rolando Figueiredo
Fotografias contemporâneas Leonardo Finotti
Fotografias históricas: The Architecture Review e Brazil Builds
Hemeroteca Digital Fundação Biblioteca Nacional
Acervo NPD UFRJ
Apoio de pesquisa: Rolando Figueiredo
Fotografias contemporâneas Leonardo Finotti
Fotografias históricas: The Architecture Review e Brazil Builds
Hemeroteca Digital Fundação Biblioteca Nacional

Fontes e referências